Estou ensaiando uma volta há tempos nesse blog. Acontece que
esse com certeza não foi um ano calmo. E é claro que não me adaptei ao pouco
tempo livre. Assim que me acostumar, e creio que será em breve (TEM que ser!),
postarei com mais freqüência. Eu gosto e sinto falta de blog, então isso será
um objetivo de 2016. Fazer o blog funcionar bonitinho ;)
Quem acompanha a serie assim como eu, sabe o quanto ela é boa e nos dá uma perspectiva diferente de um mundo tomado por zumbis. Que na minha opinião é a melhor maneira de exemplificar o modo como muitos humanos vivem hoje em dia.
Depois de O Hobbit (J.R.R.Tolkien) e Guerra dos Tronos
(George R.R. Martin), agora é a vez de The Walking Dead, série de TV inspirada
em HQ homônima de Robert Kirkman, ser analisada sob a ótica da filosofia, em
mais um volume da Coleção Cultura Pop, publicada no Brasil pela Editora Best
Seller. The Walkind Dead e a filosofia promete uma análise da série
apocalíptica a partir dos sistemas filosóficos de São Tomás de Aquino, Platão e
Schopenhauer.
Seguinte, a resenha da obra que trago hoje para vocês veio a calhar em um momento bom para conhecimento de mundo, e com alguns exemplos vivenciados por alguns nos últimos dias com relação aos atentados terroristas. Quero chamar a atenção de vocês e incentiva-los a ler essa obra com o máximo de cuidado possível. Eu gostei muito de como o organizador e o editor da serie fizeram um trabalho junto para demandar um resultado surpreendente.
The Walking Dead e a filosofia
Autores: Christopher Robichaud e William Irving
Tradução: Patrícia Azeredo
Editora Best Seller / Grupo Editorial Record
98 páginas
The Walking Dead e a Filosofia foi organizado por
Christopher Robichaud e possui 5 artigos. Todos os autores são especialistas no
assunto e fãs da série, então as relações com o universo de The
Walking Dead e os exemplos dados são bem explicados e não apresentam erros
(bem, pelo menos eu não vi nenhum), ajudando o leitor a entender o que estão
dizendo ali.
Os textos tratam cada tema de forma aprofundada, porém
acessível e isso faz um baita diferença: Filosofia não é uma disciplina fácil. Ou seja, o livro foi feito
para a pessoa comum fã da série (eu, quem mais?) e de zumbis o geral.
Mesmo que você não faça parte do grupo que vai se revoltar
caso Daryl morra, você vai conseguir curtir o livro e se preparar para o
apocalipse zumbi do mesmo jeito.
Cada texto traz uma questão retratada na série e, a partir
dela, trava suas discussões. Tem polêmica de sobra e faz o leitor questionar
suas próprias crenças.
Exemplos:
É aceitável cometer suicídio num apocalipse zumbi?
É certo abandonar Merle Dixon no telhado?
Tudo bem pegar comida no supermercado sem pagar?
Quais leis continuam valendo?
Matar zumbis é certo? E se uma cura for descoberta e aqueles
que você derrubou pudessem voltar a ter uma vida normal?
O que eu mais gostei no livro é que ele não tenta passar um
lição de moral em nenhum momento. Cada texto levanta diversos pontos de vista
sem preconceito e apresenta argumentos e ideias considerando, com a maior
veracidade possível, o contexto de um apocalipse zumbi.
É um livro curtinho, mas o conteúdo é muito bom. Gostei
mesmo!
Onde comprar?
A coleção Cultura Pop é organizada pelos professores
Christopher Robichaud, que ensina ética em Harvand, e William Irving, que
ensina no King´s College. A ideia é refletir sobre obras da literatura, cinema,
quadrinhos e TV a partir das ideias e conceitos filosóficos de grandes
pensadores.
Espero que tenham gostado, e se ficaram curiosos eu os encorajo a ler essa obra e degustar de uma o ótica diferente que temos sobre o nosso mundo e o mundo dos mortos-vivos. Vejo vocês por aí!


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